domingo, 1 de maio de 2011

Relação de Alice com as outras personagens e consigo própria

  Desde o início da obra (As Aventuras de Alice no País das Maravilhas), que Alice se apresenta como uma menina diferente. Mas diferente em que sentido? Bem, Alice é uma menina que gosta de acção, aventura e do “extraordinário”. Mas o que é este “extraordinário” que Alice gosta? Por exemplo, no início do Capítulo I, Alice estava aborrecida de não fazer nada, enquanto a sua irmã lia um livro junto ao rio. Então, passa junto de Alice um Coelho Branco a correr. Até aqui, nada de anormal se passava segundo Alice no entanto, de seguida, este (o coelho), tira do seu colete um relógio de bolso. Neste momento, Alice acha a situação um pouco estranha e define-a como “extraordinária”. Após o sucedido, Alice decide seguir o sujeito (o coelho), e aí começa a verdadeira aventura!
  Ao encontrar-se dentro da toca por onde tinha entrado, Alice encontra vários animais, com os quais desenvolve uma relação. Mas, que tipo de relação será? Será afectuosa e bem sucedida? Ou será desagradável?
  Bem, no início, o primeiro sujeito que encontra é um pequeno rato, com o qual Alice tenta conversar, porém, este não respondia. De seguida Alice começou a falar sobre gatos e cães, assunto que não deixou o rato muito agradado.
  No entanto Alice, ao longo da obra, não estabelece apenas relações com outros animais, mas também consigo própria. Por exemplo, antes de ter conhecido o rato, Alice já tinha sido confrontada com uma situação embaraçosa. Encontrou uma garrafa que continha a palavra “BEBE-ME”. Primeiro, Alice pensou que iria beber, já que se considerava uma menina ajuizada. No entanto pensou que lhe pudesse acontecer algo “extraordinário” se a bebesse. Alice, conhece assim uma das suas facetas que desconhecia.
  Depois de conhecer o rato, e de lhe ter falado de gatos e cães, este não gostou pelo que se quis ir embora deixando Alice sozinha. Esta choramingou bastante que formou um lago. Quando ambos já estavam nas margens, com os outros animais (Pato, Dodó, Arara e a Águia), Alice perguntou ao grupo como se haviam de secar (por esta altura Alice já não estranhava o facto de falar com animais). Após de algumas tentativas sem resultado, Alice começa a falar ao grupo sobre a sua gata, Dinah, dizendo-lhes que esta gostava muito de caçar ratos, etc.… Ao ouvirem com desagrado o que Alice acabara de dizer, o grupo afasta-se, deixando Alice bastante triste. Mais uma tentativa falhada de se relacionar com os outros animais devido a um certo egoísmo e arrogância por parte de Alice para os outros animais.
  Outro exemplo é a situação em que Alice se encontra quando se senta na mesa onde está, o Arganaz, a  Lebre de Março e o Chapeleiro, no Capítulo VII. Neste capítulo, os três dizem a Alice que não há lugar para ela. No entanto ela senta-se, na medida que eles a tentam chatear para que ela se vá embora. Mais uma vez, Alice a mostrar-se antipática, e a não conseguir a amizade dos três.

Bernardo Santos, Nº7, 10ºD

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Relação do sujeito (Alice) consigo próprio e com os outros


Neste livro, Alice foi sofrendo inúmeras alterações físicas e psicológicas. Estas alterações vão mudar a sua relação, não só com ela própria , mas também com os outros. A relação de Alice consigo própria vai se alterando desde o início do livro até ao fim. Alice, nos primeiros capítulos ralha consigo por estar a chorar e diz a si própria que deixe de chorar.
É nos primeiros capítulos que Alice mais fala consigo própria, reflectindo sobre as suas futuras acções, tais como, por exemplo, comer o bolo. No entanto, nos capítulos seguintes, ela vai começando a tomar decisões, sem pensar duas vezes. No último capítulo, quando ela diz que as personagens que intervêm no julgamento não passam de um cartas, Alice, depois de ter passado por todas aquelas aventuras, apercebe-se que é superior às outras personagens, como, por exemplo, as cartas e os animais. Neste capítulo, ela toma uma posição humana, superior aos animais. Com isto podemos concluir que Alice evolui no seu interior, por ter aprendido com os seus erros e decisões tomadas anteriormente. A relação de Alice com os outros vai-se alterando, consoante as personagens com quem se relaciona. No segundo capítulo, encontra os animais, e, então, Alice fica mais calada. Contudo, quando fala perturba os outros animais. Nomeadamente quando fala de cães e gatos às aves e ao rato, que não gostavam desses animais.
Alice fica, nessa altura, por causa da reacção dos animais, um pouco triste, por, tendo sido inconveniente para com eles, os ter incomodado. Por este motivo, ela retira-se. Mesmo assim, ela, nos capítulos seguintes, continua a incomodar animais, como, por exemplo, a lagarta e o pássaro, insultando-os e atormentando-os sem intenção.
No sétimo capítulo, Alice senta-se na mesa onde se encontram o Chapeleiro, o Arganaz e a Lebre de Março, apesar de estes lhe terem dito que não havia lugar para ela. Por ela, ainda assim, se sentar, eles tentam chateá-la, para que ela se vá embora. Alice demonstra uma relação diferente com cada tipo de animal. Às vezes chateando sem querer, outras vezes faltando ao respeito, outras ainda mostrando-se simpática.
Alice, ao longo do livro, vai mudando a sua atitude perante os outros. Começa a impor-se mais e tenta respeitar aqueles que não ultrapassaram a linha das más atitudes. Com isto, posso concluir que Alice, no início da obra, é uma criança que falta ao respeito aos outros. Bebe e come coisas que não são dela e, no final do livro, torna-se mais madura. Com esta conclusão, pode dizer-se, que, com este sonho, ela cresceu mentalmente ou seja tornou-se mais adulta.

 FILIPE ESTEVES 10ºD Nº10

domingo, 24 de abril de 2011

Correcção do teste de Português sobre Alice no País das Maravilhas (respostas que o stor pediu para pôr no blog)

Grupo I

2. Alice começa por assitir a coisas extraordinárias e estranhas, como o coelho que anda vestido e sabe ver as horas e, depois, o facto de ela mudar de tamanho ao beber de uma garrafa. Estas coisas começão a fazer com que Alice fique confusa e deixa de ter a certeza de quem ela é, o que lhe leva a fazer essa tal pergunta. É a partir desta pergunta que ela começa a fazer testes com o objectivo de descobrira sua identidadee tentando assim, resolver o “enigma”. Cito enigma, pois é um problema sem resolução, pois, por mais testes que faça, não consegue descobrir quem ela é.

3. Alice começa por pensar em todas as crianças que conhecia e que tinham a mesma idade que ela, isto para ver se tinha sido trocada por uma delas. Primeiro, começou por comparar os traços físicos, excluindo aqueles que tinham características diferentes. Depois, começou a fazer testes para verificar se sabia as coisas que dantes sabia. Começou por verificar a tabuada, depois os seus conhecimentos de Geografia e ainda declamou um poema. Ela tinha a noção de que as suas respostas estavam incorrectas, o que a levou à conclusão de que ela era a Mabel, pois a Mabel sabia muito pouco, apesar de Alice já ter excluído a hipótese de ser a Mabel, devido ás características físicas. Portanto, Alice acaba por chegar à conclusão de que não é a Mabel, apesar de ter pensado que era, mas, na realidade, ela continuava confusa sem saber quem era e sem saber qual a sua identidade, mantendo-se assim o “enigma”.

Grupo II

1. A teoria de justiça presente nesta obra é arbitrária, ou seja, não há propriamente nenhuma teoria. É uma justiça, na qual qualquer um pode fazer aquilo que quer baseado nos seus interesses, vontades ou desejos, independentemente de ser justo ou não para os outros. Como se pode ver, a Fúria aproveita-se deste tipo de justiça para condenar o rato sem nenhuma razão, mas sim com o objectivo de comê-lo pois era isso que ela queria. Concluindo, trata-se de uma justiça de meros interesses pessoais onde a verdade (que supostamente deveria ser o mais importante na justiça) tem pouca importância.

Grupo III

1.            Na minha opinião, a ideia de justiça presente em Alice no País das Maravilhas não é justiça. A justiça não se pode basear em interesses pessoais e a verdade tem que ser o mais importante, o que neste caso não acontece, pois a verdade não tem importância. Uma justiça assim não pode ser considerada justiça, porque na minha opinião, não é.
                Para mim, a justiça tem que ser igual para todos e a verdade tem que ser o mais importante. Nós somos livre mas essa liberdade não pode entrar em conflito com o outro. Portanto, apesar de sermos livres, não pudemos fazer tudo o que queremos, pois somos condicionados, ou seja, a nossa liberdade acaba onde começa a liberdade do outro. Por isto é que a justiça tem que ser igual para todos. Por exemplo em Alice no País das Maravilhas, no caso da Fúria e do rato, a Fúria está a invadir a liberdade do rato e está a condená-lo por uma razão que não faz sentido, ou seja, não se está a seguir pela verdade, o que, na minha opinião, é a coisa mais importante para a justiça.
                Eu estou a comparar a minha ideia de justiça com a de Alice no País das Maravilhas, isto para realçar os contastes e mostrar que estou em completo desacordo com a ideia de justiça de Alice no País das Maravilhas.      
                Concluindo, para mim, justiça tem que ser igual para todos e tem que se seguir pela verdade.
               
               

terça-feira, 15 de março de 2011

Justiça em Alice (poema da página 35)

Relativamente a este poema contado pelo rato deves:


  •  Descrever a teoria de justiça neste poema/ o que é justiça neste poema?
  • Qual é a relação entre verdade e justiça?

domingo, 16 de janeiro de 2011

Soneto de Camões

Cara minha inimiga, em cuja mão

Pôs meus contentamentos a ventura,

Faltou-te a ti na terra sepultura,

Por que me falte a mim consolação.

Eternamente as águas lograrão

A tua peregrina formosura:
Mas enquanto me a mim a vida dura,
Sempre viva em minha alma te acharão.
E, se meus rudos versos podem tanto,
Que possam prometer-te longa história
Daquele amor tão puro e verdadeiro,
Celebrada serás sempre em meu canto:
Porque, enquanto no mundo houver memória,
Será a minha escritura o teu letreiro.


Afonso Bento

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Poema

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-às de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-às suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.

"Ricardo Reis"

J. Aragão

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Síntese da apresentação oral

O texto que eu apresentei foi um excerto de “O mundo à minha procura”, volume II da autobiografia de Ruben Andresen Leitão. A título de curiosidade, Ruben Andresen Leitão era primo de Sophia de Mallo Breyner Andresen.
            Neste texto Ruben.A conta-nos dois dias da sua vida que se passam em Berlim.
            No primeiro dia, ele e o seu amigo, António Jorge, estavam no Parque da porta de Brandeburgo e decidiram abancar numa mesa. Pouco depois Ruben viu duas atraentes alemãs. Uma ficou com ele, a Mausi e a outra, Gerte, ficou com o seu amigo. Nessa noite eles dançaram, beberam, comeram e no fim ainda trocaram uns beijos.
            No dia seguinte Ruben, só pensava em Mausi e aguardava o encontro com ela às seis. Entretanto ele e o amigo passeavam pela cidade, coisa que ele gostava muito “Passear numa cidade plana é dos prazeres mais bem acomodados que se encontram no meu palmarés”. Quando ficou com fome, não resitiu a um cachorro. Comeu um, dois e três até que reparou que uma prussiana estava a olhar para ele. Foi falar com ela. Ela estava de visita a Berlim e queria visitar o Estádio Olímpico. Ele decidiu ir com ela. Lá no estádio eles beijaram-se. Ele queria muito dançar com ela, pois achava-a mais bonita. Ela chamava-se Eva Maria e ele achava que ela tinha mais classe que Mausi. Apesar de querer muito dançar com ela, não podia, porque já tinha combinado com Mausi. Até disse que tinha de ser fiel, o que é uma ironia, logicamente, pois se ele tem duas mulheres ele não é fiel.
            Nessa mesma noite, ele sempre foi dançar com Mausi que notou que ele estava mais meigo.


Tabalho realizado por:
Mark Alexandre Vaz nº17 10ºD