segunda-feira, 12 de dezembro de 2011



Apresentei o livro “A Metamorfose”, de Franz Kafka. É uma obra que transmite a quem lê uma visão clara do que realmente é o Absurdo, a Obsessão, o Sentimento de Culpa e o Estranhamento. Todos estes sentimentos, próprios da natureza humana, estão inseridos na conjugação de dois mundos: o Mundo Real e o Mundo Fantástico. Franz Kafka, escritor notável da Literatura Moderna, escreveu as suas histórias baseadas em tais temas, pormenorizando-os e explicando-os detalhadamente, conforme as situações do momento. Desta forma, construiu um Mundo e o seu espaço como autor e homem: o Realismo Mágico.

“A Metamorfose” fala-nos de uma fase decisiva na vida de um homem, Gregor  Samsa. Esta personagem vivia com os seus pais e a sua irmã.

A  nível  profissional, Gregor não se sentia auto-realizado. Mantinha sempre uma postura apática e desanimadora em relação a toda a sua vida profissional actual. Considerava o seu trabalho, caixeiro-viajante, algo cansativo e bastante monótono.  Exigia múltiplas viagens, cumprimento de regras minuciosas, muita responsabilidade e paciência para com os produtos da empresa para quem prestava serviço e quase sempre tinha pouco tempo para se divertir. Uma autêntica “prisão-viajante”.

A sua irmã, um pouco mais nova, compreendia tudo e todos com bastante facilidade. Era bastante segura de si, confiante e decidida. Pelo contrário, os seus pais, demasiado preocupados com a sua vida financeira, não ousavam compreender ninguém, principalmente o seu próprio filho. Sendo assim, a vida sentimental e pessoal de Gregor Samsa era seguramente infeliz. Já não sabia bem o que era o amor, pelo menos o amor de mãe, de pai e de irmã. A sua percepção acerca da sua relação com a família era destruidora de si próprio, afastando-o do Mundo, de si como pessoa e aproximando-o cada vez mais da solidão, ignorância e desespero. Desta forma, Gregor Samsa, sofreu uma Metamorfose, passando para um grande insecto com tudo a que tem direito: uma carapaça dura, pernas exageradamente finas em relação ao corpo e antenas. Esta transformação, um pouco irónica e engraçada, preenche o Mundo Fantástico que Franz Kafka criou para complementar o Mundo em que vivemos, o Mundo Real.

A história deste livro relaciona-se com a vida de cada um de nós na medida em que se refere ao Passado, Presente e Futuro, bem como os acontecimentos entre eles gerados. Somos todos iguais pois estamos destinados a nascer e a morrer. Somos todos diferentes pois formámos passados opostos, construímos presentes distintos e sonhamos com um futuro diferente.

Gostei muito de ler este livro pois proporciona-nos um pensamento abrangente sobre várias temáticas, dá-nos a liberdade de imaginar a personagem principal na dimensão real ou fantástica e é bastante criativo e bem estruturado. Recomendo-o vivamente.


Rita Alexandra Matos Nº19   11ºD

Apresentação oral

O livro que apresentei foi ‘O bosque dos pigmeus’. Este livro é um romance que foi escrito por Isabel Allenda, uma escritora chilena, que o lançou em 2004. Este livro faz parte de uma trilogia, sendo este o último, das Aventuras de Águia e do Jaguar, encenando grandes aventuras passadas pelos dois.
Esta história começa quando os jovens Alexander e Nadia acompanham a avó de Alexander, Kate, em mais uma viagem que a avó faz para a revista International Geographic, apesar desta ao início não gostar da ideia destes a acompanharem, pois metem-se sempre em aventuras de perigo, acabou por aceitar. Esta viagem baseava-se numa viagem por um safari em África onde os viajantes têm oportunidade de ver os animais da selva muito perto, não tendo Kate razão de queixa dos jovens pois até ai tudo tinha corrido bem. Quando se preparavam para se ir embora do continente africano, houve uma mudança de planos, pois quando se preparavam para embarcar num pequeno avião que os levará para o aeroporto, apareceu um missionário católico que lhes pediu ajuda para encontrar dois amigos missionários católicos que tinham sido vistos pela última vez numa aldeia no meio da selva. O grupo decide ajudar o missionário e embarca rumo à aldeia que se chamava Ngoubé.
Na aterragem tiveram bastantes dificuldades porque era uma área com uma floresta bastante densa, sendo obrigados a aterrarem na margem de um rio fazendo com que o avião ficasse danificado, tendo o grupo de esperar que alguém passa-se por lá.
Ficaram cientes que a aldeia teria perto, porque num dos passeios de Nadia e Alexender pela selva encontraram uma armadinha feita para gorilas. Entretanto uns homens aproximaram-se do acampamento montado por estes. Eram pescadores de uma outra aldeia perto e que em troca de dinheiro se dispuseram a transportá-los até Ngoubé e irem os buscar passado quatro dias, no mesmo sítio que os deixariam.
O grupo embarca nas pequenas canoas dos pescadores até ao sítio combinado. A partir daí tiveram de fazer o percurso até a aldeia a pé. Nessa aldeia havia um rei chamado Kosongo e o seu comandante chamado Mbembelé. Durante o percurso encontraram pigmeus que os ajudaram até chegar a aldeia. Contaram-lhes que o rei era muito temido pela população sendo estes escravizados pelo rei.
É aqui que começa a acção, e a luta pela liberdade desta população.
Alexander e Nadia, mostram ser jovens bastante corajosos e curiosos que são capazes de abdicar da sua vida para ajudaremos outros.
No final este grupo de aventureiros consegue por fim à escravatura vivida pelos pigmeus durante longos anos e para além disso a reportagem de Kate na revista International Geographic é um sucesso.
Carolina Barros, nº8 11ºD

Impressões de viagem

No âmbito da disciplina de Geografia, a nossa turma mais a turma de humanidades realizou uma visita de estudo a Santarém.
A primeira parte da viagem consistia na ida à Casa da Caldeira, onde se produzia produtos de agricultura biológica. Na minha opinião, esta parte foi bastante interessante pois podemos observar de perto e contextualizar com a matéria a ser dada em Geografia.
Como sabemos este é um dos sectores que nos últimos 20 anos tem crescido mais. Para além de ser uma fonte sustentável poderá ser um investimento que trará bastantes benefícios aos produtores.
A segunda parte da viagem consistia em visitar o centro de Santarém, e foi através do passeio que podemos observar influências romanas, muçulmanas e cristãs nas ruas, edifícios e monumentos.
Esta parte da visita teve mais importância para a turma de humanidades, porque puderam relacionar com a matéria que estão a dar a História mas mesmo assim é sempre bom para a cultura de cada um, conhecer e visitar monumentos e ver que tipo de influências, cada um, apresenta.
Gostei bastante da visita da visita de estudo a Santarém, pois manteve-se um espírito de convívio entre as duas turmas bastante agradável e para além disso estava um dia bastante agradável para passear, o que não é normal estando em pleno Outono.
Concluindo, poderei dizer que achei a visita de estudo bastante proveitosa, porque pelo menos no meu caso, é muito interessante ver que a matéria que damos aplica-se totalmente a casos da vida real. Na minha opinião as pessoas devem apostar numa agricultura sustentável porque como sabemos, cada vez existe uma maior preocupação com o meio ambiente e também em melhorar a qualidade de vida que cada vez mais passa por produtos biológicos.

Carolina Barros, nº8 11ºD

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011


Impressões de Viagem

Mais uma visita de estudo e desta vez o autocarro parava em Rio Maior, algures em Santarém no intuito de aprofundar conhecimentos relativos a agricultura biológica. Um sítio novo, pessoas novas, coisas novas mas sempre tudo diferente do que vemos no dia-a-dia.

Desta feita, a dado momento deparei-me na terra a tirar fotografias a uns pimentos que para mim são iguais aos “não-biológicos”, obviamente não querendo desprezar o sentido da visita. Se tentar tirar as minhas impressões desta viagem, de certo me irei lembrar do convívio, daquela Quinta Biológica e de uma tarde com pessoas desconhecidas e que de certo nunca mais verei em pleno centro de Santarém.

Esta Quinta Biológica destaca-se em Portugal pelo seu tamanho, muitos hectares, e também pelo tipo de produção que exerce, estando de acordo com os objectivos da União Europeia para a Agricultura. Nesta visita, tive a experiência de experimentar coisas diferentes, como os docinhos que nos foram preparados, não posso dizer que gostava ou desgostava porque eram comidas produzidas de forma diferente e que para mim era novo, e a tudo o que é novo há sempre um receio miudinho. Mas sendo mais pormenorizado e um pouco atrevido, sim havia um ou outro docinho que provavelmente não voltaria a colocar na boca. Achei interessante o facto desta Quinta não estar somente ligada á produção biológica mas também ao turismo, não um turismo balnear como estou tão habituado mas um turismo para um tipo de pessoas que apreciam a riqueza da natureza, ar puro e de passar boas horas de forma calma sem todo o stress que as áreas urbanas tanto oferecem. E isto devido ao hotel que foi construído na Quinta.

Pois este é um texto de impressões e então posso dizer que gostei da segunda parte pois, apesar de não estar tão relacionada á minha matéria, pude estar mais          à-vontade e falar com pessoas que aproveitavam aquela tarde para se sentarem um bocadinho á sombra num jardim ou num parque. E nesta tarde, realmente vi que todas as pessoas são diferentes, nas suas opiniões, maneiras de falar e as suas mentalidades. Alguma podem estar perto de outras mas são todas diferentes e isso é bom porque se fossemos todos iguais seria uma desgraça.

Foi uma boa experiência e pude aprender coisas novas, diferentes e acima de tudo, sair da área escolar e conhecer um pouco Santarém assim como Rio Maior.


João Grilo
#13  11ºD

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Impressões de Viagem

Santarém, 28 de Novembro de 2011

     O dia estava luminoso, o céu limpo. Estávamos a chegar a Rio Maior. Os imensos campos verdes e os rebanhos que nele pastavam, iam lembrando que a região era rural e que, por o ser, a terra negra respirava e não era asfixiada pelos homens como na cidade, as árvores gozavam a liberdade de serem penteadas pelo vento e as estrelas apareciam de noite sorridentes. Ainda no autocarro, olhei aquilo que me parecia um campo de oliveiras. A paisagem era sublime! Que maravilha! As muitas gotinhas de orvalho reflectiam a tímida luz solar nas ervas rasteiras como um chão salpicado de estrelas brilhantes, enquanto a neblina matinal caía sobre a terra a turvar o horizonte. O verde das folhas, o negro da terra, o azul do céu, tudo atingia o ponto máximo de perfeição. Tudo me parecia belo! Estranhamente belo, diria, na consciência de que, noutro dia qualquer, o mesmo olival que agora me prendia o ser, tão simples e vulgar, me teria passado completamente despercebido. Subitamente, veio-me à memória Werther, personagem de um romance de Goethe, que, por estar feliz e tendo o coração aberto, via um paraíso a cada passo e reconhecia na natureza a total realização da sua existência. Ao que parece, também eu estava feliz e disso não tinha dado conta. Estava feliz e não sabia porquê. Não sei sequer se tem que haver razões que justifiquem a felicidade. Não sei nada. Sei que, naquele momento, a paisagem deliciava-me. Tinha sabor a Sol. Sabia que, estando feliz, a palavra morte era apenas mais uma a navegar sem rumo no mar dos sentidos. De resto, nada sei se nunca morri.

     De tarde, já no centro histórico de Santarém, foi uma outra situação que me prendeu a atenção. Vi um grupo de quatro, cinco velhos sentados no banco de um jardim. Nisto, tudo me teria parecido normal. Contudo, os velhos permaneciam imóveis, calados, acanhados; e isso impressionava-me. Não falavam, talvez com medo de gastar as palavras já gastas. Duvido que pensassem. Não imaginam, certamente, que na realidade, não estão sentados naquele banco, estão sim sentados à beira da vida. Esta passa por eles e não os olha; eles, porventura, olham mas não a vêem. Deixaram de sonhar, perderam a esperança. Não vivem; deixam-se viver. Limitam-se a existir. Acho que choram sem lágrimas. Trazem um olhar vazio e uns olhos sempre fixos que não fixam ninguém. São sombras do que foram e estão sós, mesmo quando acompanhados. São almas mortas à espera que o corpo pereça.
J. Aragão

sábado, 3 de dezembro de 2011


Impressões de Viagem

Uma viagem é algo de esplendoroso. Algo que se pode comparar a uma outra oportunidade de vida, mas em versão de amostra. O que quero dizer com isto?
Viajar é uma possibilidade de descobrir, explorar, conhecer, arriscar, gostar, odiar, pasmar… tal como a vida. Vida é ser. Viajar é usar o ser. Assim quando digo que viajar é como uma amostra da vida, quero designadamente referir que viajar é abrir o pano vermelho da nossa existência à descoberta e à compreensão do que realmente nos rodeia.
É incrível a noção acrescida de realidade que o simples facto de nos metermos num avião, num comboio ou num carro para nos deslocarmos para uma distância que pode ser ínfima ou gigantesca, nos pode ser conferida.
Recordo, neste momento uma altura da minha vida há um ano atrás. Por esta altura, mais ou menos, realizei um momento de avaliação, precisamente nesta disciplina, que me tocou de uma forma significativa. “Chá e Madalenas, Marcel Proust” era o texto, cujo excerto vigorava nesse teste sumativo. Todas as palavras de Marcel Proust ecoaram na minha cabeça, como um sonho que se controla durante o sono. Tudo parece em câmara lenta.
Voltando ao assunto, faço esta menção a Proust, para relacionar as suas sensações ao degustar uma madalena com a sua habitual chávena de chá, com as sensações vividas quando se viaja.
Esse prazer logo me tornara indiferente às vicissitudes da vida, inofensivos seus desastres, ilusória sua brevidade, tal como o faz o amor, enchendo-me de uma preciosa essência: ou, antes, essa essência não estava em mim, era eu mesmo. Cessava de me sentir medíocre, contingente, mortal. De onde me teria vindo aquela poderosa alegria? 
Esta passagem demonstra a relação que pretendo realizar. Viajar traz-nos uma preciosa essência, ou então, tal como diz Marcel Proust essa essência pode não ter que nos ser trazida, mas estar em nós à espera de ser revelada.

Afonso Ramos Bento Nº4 11ºD

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Impressões de visita

Esta visita permitiu-nos sair dos sítios stressantes e atarefados em que vivemos diariamente, as cidades do litoral e permitiu-nos explorar o interior do país e verificar que este não é assim tão mau como nós achamos. Eu acho que esta visita por um lado, permitiu-nos descontrair, porque o ambiente que nos rodeava era leve, por outro lado também achei interessante, pois permitiu-nos esquecer todas as nossas preocupações diárias e com as quais perdemos tempo sem fim, a pensar como iremos resolver este ou aquele problema. Mas também achei esta visita benéfica pois permitiu-nos socializar, que é muito importante, mas que actualmente, na minha perspectiva acho que não é tão valorizado como deveria de ser. Socializar, permite-nos desenvolver e relacionar com os outros, ou seja, conhecermo-nos uns aos outros melhor, mas que diariamente quando estamos na escola estamos tão atarefados em pensarmos no que temos que fazer, que nem sequer temos tempo para nos conhecermos uns aos outros.
Nesta visita, por outro lado, achei que também nos podemos sentir livres para fazermos o que quisermos, mas claro a respeitar o espaço de cada um. Pois como sabemos, a nossa liberdade acaba onde começa a do outro.
Por outro lado, esta visita permitiu-nos também abrir as nossas perspectivas para negócio. Permitiu-nos ver que uma qualidade de vida elevada é compatível com o modo de vida rural e consequentemente com um negócio, que actualmente está a crescer. A agricultura biológica, é este o negócio/sector que me refiro e que está a crescer bastante. Pensar em ser agricultor e complementar esta actividade com outras, como por exemplo : com as energias renováveis ( a solar ), é um grande investimento que a longo prazo poderá trazer muitos lucros. É importante apostar neste tipo de energia, visto que nestas regiões interiores é muito propícia este tipo energia, pois, nestas regiões existem maior número de horas de sol, que permite gerar mais energia.
Sempre que pensamos em regiões interiores, pensamos que não são aquilo que nós queremos para nós, pois como nós valorizamos muito a praia e no interior não podemos ver esta paisagem lindíssima, podemos de parte a hipótese de ir viver para este local. Contudo, não muito longe de Rio Maior, em Santarém, podemos ver também uma paisagem deslumbrante que apesar de não ser a da praia, é a do rio.
Eu acho que tanto o rio, como a praia são sítios bastante importantes e que eu valorizo imenso. Por um lado, temos uma história muito ligada ao mar, por sermos um país com uma faixa costeira tão grande como a nossa. E por outro lado, para mim, está a ver a praia, o rio, permite-me pensar sobre aquilo que são os meus objectivos, redefini-los se necessário, e pensar em criar novas metas para alcançar. Estas pequenas introspecções que fazemos, por norma, antes de ir para a cama, acham que são fundamentais para pensarmos sobre aquilo que realmente queremos fazer no futuro, em nível económico. Sempre que falamos em nível económico pensamos que estamos em crise, pensamos nas atitudes stressantes que os políticos vão tomando, mas está a olhar para o mar, pelo menos a mim, permite-me ficar calma e pensar que as coisas podem ter outro contorno, e que nem tudo se resume a notas. É muito importante também, irmos adquirindo conhecimentos ao longo da vida com a nossa experiência.
            Mas também, olhar para a praia/rio permite-me pensar sobre as pessoas que nos rodeiam, mais precisamente, permite-nos pensar sobre as atitudes das pessoas, pensar que aquelas que valorizamos tanto ao pensarmos nas suas atitudes, afinal não têm assim tanta importância, e por outro lado valorizar aquelas que importam e com pequenos actos vão ganhando cada vez mais importância. Pessoas que com estamos diariamente e que pensamos que conhecemos bem, e  que essas pessoas se resumem simplesmente a alegria e que achamos que elas pensam que tudo perfeito. Ao conhecê-las melhor apercebemo-nos que afinal não são só felicidade como nós pensamos e que também têm problemas que são mais graves ou não que os nossos. Mas também permite-nos libertar e rir-mos em conjunto.
Inês Moura