A hybris é um conceito grego que pode ser traduzido como "tudo o que ultrapassa a medida" e que actualmente alude a uma confiança excessiva, um orgulho exagerado, presunção, arrogância ou insolência (originalmente contra os deuses), que com frequência termina sendo punida.
Na Antiga Grécia, aludia a um desprezo temerário pelo espaço pessoal alheio, unido à falta de controlo sobre os próprios impulsos, sendo um sentimento violento inspirado pelas paixões exageradas, consideradas doenças pelo seu carácter irracional e desequilibrado.
O conceito de hybris tem sido aplicado principalmente em relação ao protagonista da tragédia que desafia as leis morais vigentes na polis e as proibições dos deuses. A transgressão do protagonista ou hamartia (…) leva à sua queda, o que não significa necessariamente um desfecho trágico. A hybris e o desfecho trágico ocorrem, por exemplo, em Medeia de Eurípedes (s. V a. C.), a hybris se apresenta com uma força trágica incomum, pois a protagonista terna e monstruosa, Medeia, pela intensidade da sua paixão por Jasão, é capaz de assassinar os próprios filhos, para punir o amante (pela sua infidelidade) de uma forma radical.
Alunos do 12ºD, da Escola Secundária Quinta do Marquês, em Oeiras,no ano lectivo de 2012-13
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Catarse
A catarse é uma
palavra utilizada em vários contextos, como a tragédia, medicina ou a
psicanálise. De acordo com a literatura, esta palavra significa, segundo
Aristóteles, purificação das almas durante um drama, resultante de uma descarga
emocional.
Para atingir a catarse, o herói trágico necessita de
ser feliz para infeliz por algum exagero seu. Por exemplo, no Romeu &
Julieta isto acontece quando o Romeu e a Julieta acabam mortos por terem entre
si um amor excessivo. Isto leva a uma descarga de fortes emoções, que acaba por
purificar a alma.
Filipe Elvas nº10 11ºD
Tragédia
Conceito de "Tragédia"
Aristóteles não se preocupou em estabelecer qualquer teoria sobre a tragédia nem se concentrou nos aspectos técnicos do espectáculo mas no comportamento do público. Concluiu que o espectáculo trágico para realizar-se como obra de arte deveria sempre provocar a Katarsis, a catarse, isto é a purgação das emoções dos espectadores.
Assistindo as terríveis dilacerações do herói trágico, sensibilizando-se com o horror que a vida dele se tornara, sentindo uma profunda compaixão pelo que o destino reservara ao herói, o público deveria passar por uma espécie de exorcismo colectivo.
Atribui-se à concepção de Aristóteles, que associa a tragédia à purgação, ao fato dele ter sido médico, o que teria contribuído para que ele entendesse a encenação dramática como uma espécie de remédio da alma, ajudando as pessoas do auditório a expelirem suas próprias dores e sofrimentos ao assistirem o desenlace.
Descreve tragédia como imitação de uma acção completa e elevada em uma linguagem que tem ritmo, harmonia e canto. Nela actuam os personagens directamente, não havendo relato indirecto, sendo, por isso, chamada de drama. A sua função é provocar por meio da paixão e do temor a expurgação ou purificação dos sentimentos
A tragédia clássica deve cumprir, ainda segundo Aristóteles, três condições: possuir personagens de elevada condição (heróis, Reis deuses), ser contada em linguagem elevada e digna e ter um final triste com a destruição ou loucura de um ou vários personagens, sacrificados por seu orgulho ou por se rebelar contra as forças do destino.
Tiago Oliveira, nº21, 11ºD
Aristóteles não se preocupou em estabelecer qualquer teoria sobre a tragédia nem se concentrou nos aspectos técnicos do espectáculo mas no comportamento do público. Concluiu que o espectáculo trágico para realizar-se como obra de arte deveria sempre provocar a Katarsis, a catarse, isto é a purgação das emoções dos espectadores.
Assistindo as terríveis dilacerações do herói trágico, sensibilizando-se com o horror que a vida dele se tornara, sentindo uma profunda compaixão pelo que o destino reservara ao herói, o público deveria passar por uma espécie de exorcismo colectivo.
Atribui-se à concepção de Aristóteles, que associa a tragédia à purgação, ao fato dele ter sido médico, o que teria contribuído para que ele entendesse a encenação dramática como uma espécie de remédio da alma, ajudando as pessoas do auditório a expelirem suas próprias dores e sofrimentos ao assistirem o desenlace.
Descreve tragédia como imitação de uma acção completa e elevada em uma linguagem que tem ritmo, harmonia e canto. Nela actuam os personagens directamente, não havendo relato indirecto, sendo, por isso, chamada de drama. A sua função é provocar por meio da paixão e do temor a expurgação ou purificação dos sentimentos
A tragédia clássica deve cumprir, ainda segundo Aristóteles, três condições: possuir personagens de elevada condição (heróis, Reis deuses), ser contada em linguagem elevada e digna e ter um final triste com a destruição ou loucura de um ou vários personagens, sacrificados por seu orgulho ou por se rebelar contra as forças do destino.
Tiago Oliveira, nº21, 11ºD
Hamartia
Para Aristóteles, uma tragédia com peripécia (ou tragédia complexa) é mais perfeita que uma tragédia sem peripécia (ou tragédia simples). Além disso, na tragédia ideal a peripécia deve decorrer da hamartía, para que o herói reconheça que errou quando os acontecimentos se devem à acção de forças superiores às do herói.
Nas tragédias de Shakespeare, as reviravoltas são, na maioria das vezes, motivadas por falhas de carácter dos personagens. A constatação da efectividade de tais tragédias levou os teóricos românticos a usar o termo hamartía com um significado mais abrangente, o de tragic flaw (defeito trágico). De acordo com esses teóricos, os erros de Macbeth, originados mais de sua ambição do que de sua ignorância de alguma circunstância importante, também podem ser legitimamente chamados de hamartía.
João Grilo
#13 11ºD
CONCEITO DE PATHOS
* O Pathos relaciona-se com o auditório, as suas paixões, os seus sentimentos, as emoções despertas pelas nuances sedutoras, apelativas, e vibrantes do discurso.
* Pathos é uma palavra grega que significa paixão, excesso, catástrofe, passagem, passividade, sofrimento. O conceito filosófico foi cunhado por Descartes para designar tudo o que se faz ou acontece de novo. É geralmente chamado (pelos filósofos) de pathos.
E se o conceito está ligado a padecer, pois o que é passivo de um acontecimento, padece deste mesmo. Portanto, não existe pathos senão na mobilidade, na imperfeição.
Afonso Ramos Bento Nº4 11ºD
* Pathos é uma palavra grega que significa paixão, excesso, catástrofe, passagem, passividade, sofrimento. O conceito filosófico foi cunhado por Descartes para designar tudo o que se faz ou acontece de novo. É geralmente chamado (pelos filósofos) de pathos.
E se o conceito está ligado a padecer, pois o que é passivo de um acontecimento, padece deste mesmo. Portanto, não existe pathos senão na mobilidade, na imperfeição.
Afonso Ramos Bento Nº4 11ºD
O significado de Catástrofe
Catástrofe:
De acordo com o
dicionário, catástrofe significa uma grande desgraça, um acontecimento funesto,
calamidade ou fim lastimoso.
Na literatura há
conhecimento de várias catástrofes, Estas obras são caracterizadas por uma
tensão, decorrente da consternação que os humanos sentem diante da tragédia e o
fascínio de contar bem uma história, o principal objectivo dos romancistas. Essa
tensão manifesta-se na utilização do sublime, categoria estética propícia a
abordar o fascínio e o terror.
Por exemplo, no livro O Leitor, a personagem principal foi
acusada de ser uma guarda de um campo de concentração de judeus. Sabendo que
dentro do campo desenvolvia-se uma tragédia, ou uma catástrofe ( o extermínio
dos judeus), nada disse às autoridades.
O conceito de catástrofe também está
relacionado com a natureza. Quem já não ouviu falar sobre uma catástrofe natural?
Um desastre natural é uma catástrofe que
ocorre quando um evento físico perigoso (tal como uma erupção vulcânica, um sismo, um desabamento, um furacão, inundação, incêndio, ou algum dos outros fenómenos
naturais listados abaixo) provoca directa ou indirectamente danos extensos à
propriedade, faz um grande número de vítimas, ou ambas. Em áreas onde não há
nenhum interesse humano, os fenómenos naturais não resultam em desastres naturais.
Jorge Favinha nº 1511ºD
Anagnórise e Conhecimento - Pedro Tomé
Anagnórise ou reconhecimento na tragédia consiste numa mudança marcada pela passagem do vazio ao saber, pelo desenvolvimento do espírito e da autoconsciência através de ações que ocorram na tragédia.
Por assim dizer, reconhecimento não é mais do que o processo em que se passa da ignorância ao conhecimento de determinado assunto. Esta passagem, pode ter sido originada por variados motivos. Como diz Aristóteles "A mais bela de todas as formas de reconhecimento é a que se dá juntamente com a peripécia, como, por exemplo, no Édipo." Esta forma de reconhecimento dá-se através da vivência de uma situação concreta para a qual estabelecemos uma constatação, conduzida por um raciocínio, para o qual aquele primeiro momento é essencial, indispensável e involuntário. Tal como quando vemos um pássaro a voar numa tranquila paisagem e este de repente é colhido por uma outra ave de maior porte que lhe retira a vida. Uma possível intriga que nos possa surgir após semelhante episódio é sobre o conceito de morte. É por isso uma experiência de pura espontaneidade que carece de iniciativa e aconselhamento.
Este conceito, aparece na tragédia normalmente associado à identificação de uma nova personagem. Quando numa ação alguém antes oculto surge na vida da personagem ou por vezes até mesmo quando é a sua própria entidade que é descoberta, dá-se um fenómeno de interiorização. A meu entender, a razão pela qual este conceito de anagnórise aparece na tragédia diz respeito à caraterização da consciencialização, existindo portanto uma estreita relação entre a aparição de uma nova personagem e descoberta de novos conhecimentos.
Pedro Tomé Nº17 11ºD
Subscrever:
Mensagens (Atom)