terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Apresentação oral de “Rei Édipo” de Sófocles

Há três grandes dramaturgos que se associam àTragédia Grega: Ésquilo, Sófocles e Eurípides Sófocles - Nasceu no ano 496 a.c. em Colono, que fazia parte de Atenas. Foi um dramaturgo grego, autor de várias tragédias. Muitas delas perderam-se.Das sete peças completas, que chegaram ate aos nossos dias,as mais conhecidas são: Rei Edipo, Edipo em Colono e Antígona. A tragédia grega tem uma determinada estrutura com 5 partes: o prólogo que é o discurso que apresenta a entrada do coro, o párodo que é a entrada solene do coro na abertura da peça,depois os episódios que constituiem o desenvolvimento da peça e sao interrompidas por estásimos, que sao cantos corais que permitem a separação da acção em vários episódios.A última parte é o êxodo em que o coro sai. O “Rei Edipo” foi escrito em 427 a.c. No prólogo ficamos a saber que o povo de Tebas está a sofrer uma grave crise, em que a doença, a peste, a fome, a miséria e a morte reinam sobre a cidade.O Rei Edipo vai ter com o Sacerdote que lhe diz que o povo está desesperado e que precisam da sua ajuda. Como Édipo já salvara a cidade de uma maldição, libertando-a da Esfinge e do seu Enigma, e por isso se tornou rei, agora seria novamente a pessoa indicada para auxiliar a cidade nesta grave situação. Edipo diz que já enviou Creonte, seu cunhado, para consultar o oráculo de Delfos.Creonte chega e conta a Edipo o que Febo (Apolo) disse: A situação só se resolveria se fosse descoberto o assassino do anterior rei, Laio, misteriosamente assassinado antes da chegada de Edipo à cidade.Este crime continuava por ser resolvido e o seu autor ou autores estariam ainda em Tebas. Seria este o verdadeiro motivo da maldição que se abatia sobre a cidade. Edipo ao ouvir isto decide reabrir o caso deste assassínio e vai tentar resolvê-lo. No Párodo ouvimos o lamento do coro a pedir ajuda aos deuses pois Tebas está amaldiçoada – “nem os filhos desta terra crescem, nem das dores lancinantes do parto se reerguem as mulheres...os tenros filhos por terra jazem moribundos,as mães junto aos altares...vão gemendo súplicas...” No 1º episódio Edipo dirige-se ao povo pedindo que o ajude a encontrar o ou os culpados do assassínio de Laio.Quem disser a verdade não será punido,mas quem ocultar o que sabe será ou morto ou expulso de Tebas para sempre, sendo afastado da vida religiosa e social e proibido de falar com os outros Um vidente cego, chamado Tirésias, diz, depois de muita insistência de Edipo, que o assassino de Laio é o próprio Edipo. Este, ao ouvir isto, expulsa-o, mas antes o adivinho afirma ainda que o verdadeiro assassino de Laio se encontra ali e que o autor do crime não é nenhum estrangeiro mas alguém nascido em Tebas. O autor do crime ficará cego e mendigo, partirá para longe, e será revelado que é irmão e pai dos seus próprios filhos, filho e esposo da mulher que o gerou e assassino do seu próprio pai. Estásimo I O coro mostra o seu contentamento pela perseguição ao assassino,que é a causa dos males que afligem a cidade. Mas de seguida revela a sua inquietação pelas estranhas palavras que o adivinho dirigira a Edipo, mostrando dúvidas sobre a possibilidade do Homem interpretar sem erros as vontades divinas.O coro lembra que Edipo salvou Tebas da maldição da Esfinge. No 2º episódio Edipo acusa Creonte, o seu cunhado, de ter conspirado contra ele e de ter combinado com o vidente as acusações que lhe foram dirigidas. Creonte tenta defender-se, pedindo ajuda aos deuses. Jocasta, mulher de Edipo, chega e defende Creonte, que é seu irmão, depois dele já ter saído, pondo em dúvida a capacidade dos videntes interpretarem correctamente a vontade dos deuses. Dá como exemplo uma anterior previsão de um adivinho que dissera que um dos seus filhos iria matar o próprio pai, ou seja o seu marido, algo que se revelara completamente falso, pois o filho de Laio e Jocasta tinha já morrido, depois de ter sido abandonado em bébé, e Laio fora morto por ladrões. Jocasta conta os pormenores da morte de Laio mas, ao ouvir isto, Edipo mostra-se chocado, já que ele próprio fugira de casa dos seus pais, Pólipo de Corinto e Mérope de Dórida porque uma profecia de um vidente afirmara que ele iria matar o seu pai e desposar a sua mãe. No caminho da fuga em direcção a Tebas, Edipo encontrara uma pequena caravana com 5 homens e depois de uma disputa com estes, Edipo acabara por matar 4, tendo um fugido.Tudo isto conta o rei a Jocasta, que o sossega dizendo que Laio tinha morrido às mãos, não de um, mas de uma quadrilha de salteadores. Mas aceita chamar a única testemunha do acontecimento, um servo de Laio. Estásimo II O coro volta a mostrar-se com duvidas sobre se Edipo é ou não o responsável pela situação No Episódio III Chega um mensageiro trazendo a notícia da morte do pai de Edipo em Corinto.No entanto, ao informá-lo, também diz que os verdadeiros pais do rei de Tebas não são os de Corinto tal como este pensava. O mensageiro também refere as condições em que Edipo foi encontrado em bébé, indicando que fora um camponês de Tebas que o dera ao próprio mensageiro. Descobre-se também que este camponês e o servo que testemunhou o assassínio de Laio são a mesma pessoa. No final deste Episódio, Jocasta percebe que o filho que julgava morto, por ter sido abandonado em Citéron pouco depois do nascimento, é Edipo. Ao aperceber-se, fica extremamente perturbada e retira-se. Estásimo III O coro questiona-se sobre a identidade dos pais de Edipo No Episódio IV o servo esperado chega ao palácio e após muita insistência acaba por dizer que os verdadeiros pais de Edipo eram Laio e Jocasta. Ele, servo, que tinha sido encarrege de eliminar Edipo em bébé, não o conseguira fazer e dera-o ao mensageiro.Tinha sido Pólipo de Corinto e Mérope que criaram a criança como sendo sua. Estásimo IV O coro lamenta a sorte de Edipo, pois ele fora o salvador de Tebas perante a Esfinge Êxodo O mensageiro conta-nos como Edipo vai encontrar a sua verdadeira mãe ( e esposa) Jocasta, que se enforcara. Perante tal situação, Edipo cega-se para se auto-punir e por considerar que nunca conseguiria ver os pais após a sua morte no Hádes. Edipo lamenta não ter morrido em bébé e pede a Creonte que o expulse, suplicando-lhe que cuide dos seus filhos, principalmente das suas filhas. Despede-se destas e pede que o levem para o sítio onde devia ter morrido, Citéron. Comentário Esta peça foi difícil de ler, pois tem um tipo de escrita bastante diferente da escrita actual o que torna difícil perceber o significado. Depois de se entrar na maneira de escrever, é possível perceber melhor o rítmo da construção das frases. Também se percebe que a força dramática desta tragédia e da sua história se tenham tornado uma referência, que ao longo de mais de vinte séculos, atraiu e influenciou escritores, dramaturgos, poetas, filósofos, psiquiatras e psicólogos, músicos, pintores, em muitas das suas obras. O papel dos videntes e do destino é mais forte nesta peça, do que provavelmente seria numa obra atual. Pois nesta peça foi impossível fugir ao destino, enquanto hoje em dia o destino pelo menos em parte, depende dalgumas das nossas escolhas. Filipe Esteves 11ºD nº9

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Mahler: Symphony No. 5: Part I: Mov. 1 - Part 1 of 2

Frei Luís de Sousa - Questionário III


III Ato

Destaque, ainda aqui, os processos de ligação com o II ato.

Quanto tempo decorreu na intriga, ou seja, quanto tempo foi representado? Faça um esquema que destaque a obediência (ou não) à lei da unidade de tempo.

Tal como entre o I e o II atos, também aqui se narra o que aconteceu nos bastidores. Veja porquê.

Porque diz Manuel de Sousa Coutinho que Maria perdeu família e nome? Será que se pretende apenas acentuar o lado moral da questão da ilegitimidade de Maria? Veja que relação pode existir entre toda a conversa (de Manuel de Sousa Coutinho e Frei Jorge) e a frase de Luciana Stegagno Picchio: «Não é possível anular a história nem voltar atrás.»

Note como se tenta «anular a história» (ou seja, a passagem do tempo) e «voltar atrás» (ou seja, negar uma situação). Que impede que tal aconteça?

Veja, ainda, como através da figura de Maria se simboliza o Presente e como todo o texto prepara o seu sacrifício final. Leia, para isso, atentamente, o conflito com que se debate Telmo; compare os dois sonhos - de Madalena e de Maria; destaque os sinais de incapacidade de inserção do Romeiro no tempo Presente.

Que dá dimensão trágica a este III ato? Veja os aparecimentos de Maria em cena e o efeito que a técnica produz.

Analise a evolução do estatuto das personagens. Destaque ações por elas praticadas. Que conclusões tira quanto aos fundamentos das situações dramáticas?

Procure ver até que ponto se exercitam técnicas de tragédia na construção do Frei Luís de Sousa.
a) Destaque o processo lógico na organização das situações, das cenas e dos diálogos;
b) note a produção de símbolos no texto;
c) analise a ação do destino e da Igreja (moral cristã);
d) veja o dilema psicológico e como se joga no texto.

Faça a inserção do Frei Luís de Sousa na história da literatura dramática, tentando perceber o que o distingue de outras produções dramáticas de Almeida Garrett.

Frei Luís de Sousa - Questionário II


II Ato

Como se faz a ligação entre o I e o II atos? Destaque alguns processos, no discurso e na intriga.

Estabeleça um paralelo entre a I cena do I ato e a I cena do II ato. A que conclusões chega quanto à técnica utilizada?

Que aproxima Telmo e Maria?

Veja como evoluem os dois fios da intriga, introduzidos anteriormente.

Leia com atenção a cena dentro da cena. Repare no trabalho com os tempos verbais, na representação de terror, no paralelo entre os dois retratos.

Compare a descrição de dois dos retratos na sala com o terceiro (de D. João de Portugal). Veja como se cria a expetativa do leitor ao adiar a descrição deste e ao colocá-la na fala de Maria.

Com a entrada de Manuel de Sousa Coutinho assiste-se a uma mudança de registo. Qual? Veja que relação pode haver entre ela e a «solução» adotada no final do texto (professar). Veja também como o texto disfarça essa relação.

A partir da IV cena criam-se condições para a chegada do Romeiro. Como? Repare no projeto de conciliação entre as partes em conflito (que constituirá o segundo fio da intriga); note a situação espaciotemporal (a introdução mais desenvolvida da «história» de Soror Joana surge aqui); leia o desejo expresso nas palavras de D. Madalena; repare no vazio de personagens só contrariado pela presença de um representante da Igreja.

Faça um levantamento lexical de termos com valor semântico «disfórico» ou «negativo». Que efeito produzem?

Analise o discurso de D. Madalena neste II ato e veja até que ponto ele é responsável pela consideração deste texto como tragédia.


Veja o jogo que assume o diálogo entre Frei Jorge/ Madalena e Romeiro:
a) técnicas de produção de efeito de suspense;
b) caraterização do Romeiro e efeito de real por aí produzido;
c) reconhecimento enquanto momento fundamental na construção da tragédia.

Repare nas cenas IX e XII. Qual a sua função na economia da intriga? Veja que outros processos se podem deste aproximar.

Que sentidos produz a palavra «ninguém» nas suas duas formas?

Veja como é conseguido o ritmo vivo destas últimas cenas e qual o efeito que se pretende atingir.

Neste II ato, veja qual foi o fio de intriga desenvolvido e qual a personagem que mais interveio.

Repare, de novo, na progressão que se constrói a partir da tranquilidade, no início do ato, até ao clímax que constitui o reconhecimento. Estabeleça um paralelo com o I ato. Que diferenças encontra?

Frei Luís de Sousa - Questionário I

I Ato

Destaque na I cena os elementos informativos de que depende o evoluir da intriga: personagens e seus traços característicos, sugestão de conflito, «história» passada, temporalidade.

Note na II cena:
a) o acento posto na leitura e nas obras representativas de uma cultura e de uma moral;
b) modos de relacionamento de Telmo e D. Madalena com o passado de que falam;
c) apresentação de Maria;
d) o que sugere o uso das reticências nas falas de D. Madalena.

Destaque expressões que mostrem os saberes das personagens e o jogo com a «ignorância» do leitor/ espetador em relação ao evoluir da intriga.

Que se anuncia com a «conversa» entre Telmo e D. Madalena? Haverá já marcas do desfecho?

Destaque a referência ao sebastianismo e procure ao longo do texto outros sinais.

Veja a importância do que é dito na última fala de D. Madalena para o encadeamento entre cenas e consequente construção dramática.

Na IV cena atente na caracterização de Maria. Que imagem se pretende criar?

Dentro da ordem «familiar», quais são os pontos de rutura que o texto anuncia?

Note a inserção da intriga num contexto histórico. Relacione com a(s) referência(s) ao sebastianismo.

Anuncia-se uma mudança de espaço. Veja como cada personagem a interpreta.

Repare na importância que é dada ao retrato.

Tente representar em gráfico os momentos máximos de tensão dramática. Relacione-os com o caminho que o texto parece anunciar.

Conclua quanto ao papel das duas primeiras cenas na economia do texto.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Conceito de Drama


“Não é preciso criares um Drama.”, “Que tragédia, que Drama!”, “Não sejas tão Dramático!”. Todas estas citações são, em parte, exemplos que usamos no nosso quotidiano quando pretendemos comunicar. Como podemos ver atribuímos sempre à palavra “Drama” um conceito de horrível, algo inesperado e negativo ou uma situação do mal que provoca dor e sofrimento.
Porém, este termo tem outro significado particular.
Considera-se o Drama uma encenação de textos dramáticos, especificamente compreendida entre a Tragédia e a Comédia. Na Idade Média, o Drama consistia na encenação de textos litúrgicos com base em rituais cristãos. O Drama mostra conflito de situações através do diálogo. A acção é tratada de forma séria o que o faz distinguir da comédia.
A Dramaturgia é o estudo da natureza e da técnica desses textos dramáticos. Assim, o Drama respeita a teoria e a prática pois surge da literatura (escrita) e do teatro (espectáculo), apesar de esta ideia ter sofrido mudanças ao longo dos tempos. Com esta cumplicidade é possível criar novelas, contos, óperas (segundo Wagner), peças de teatro, romances, … e, a partir destas artes, desenvolver ainda o cinema, a televisão e o rádio.
Este conceito está ligado a factos e circunstâncias provenientes da vida real, nomeadamente aos acontecimentos complicados, sensíveis e difíceis de lidar. Sendo assim, está ligado a uma ideia de “imitação da acção” que, no tempo da Grécia Antiga, foi a representação teatral na Poética de Aristóteles que se distinguia da epopeia (outra forma literária assentes na imitação de acções de carácter moral e comportamento humano). O espectáculo (opsis) é o seu modo de imitação. Os cincos elementos que a compõem são: a fábula (mythos), os caracteres (ethos), o pensamento (dianoia), a elocução (lexis), o canto e a música (melos).

Rita Matos Nº19  11ºD

Drama


A palavra drama na arte contém múltiplos significados. Segundo os dicionários Houaiss e Aulete, pode significar "forma narrativa em que se figura ou imita a acção directa dos indivíduos", "texto em verso ou prosa, escrito para ser encenado" ou mesmo a "encenação desse texto". Por analogia pode ser ainda "qualquer narrativa no âmbito da prosa literária em que haja conflito ou atrito", podendo ser conto, novela, romance etc., ou mesmo toda a arte dramática.
Pode ser usado também no cinema, na televisão, no rádio, significando um texto ficcional, peça teatral ou filme de carácter "sério", não cómico, que apresenta um desenvolvimento de factos e circunstâncias compatíveis com os da vida real.
Na vida quotidiana um conjunto de acontecimentos complicados, difíceis ou tumultuosos pode ser um drama, assim como um acontecimento que causa dano, sofrimento, dor. Mas estes são apenas alguns dos significados mais conhecidos.

Ricardo Pereira nº18 11ºD