quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O Padrão; O Mostrengo


O Padrão:
Na altura dos descobrimentos, para marcar as terras recentemente descobertas era usada uma cruz de madeira. D.João II ordenou que essas cruzes fossem feitas de pedra com o pressuposto de durarem mais tempo. A cruz de madeira transformou-se num pilar de pedra onde no seu topo estava gravado o brasão de armas Portuguesas.
O poema está inserido na segunda parte da obra A Mensagem, mar português, onde a obra se debruça sobre a época das grandes navegações.
Este é relatado por Diogo Cão, navegador português da época, que foi enviado por D.João II, por duas viagens, para descobrir o sudoeste da costa africana. O primeiro lugar a que chegou foi a foz do rio Zaire (entre o Congo e Angola) mas a sua viagem continuou por rio a dentro. 
Ao longo do poema vamos tirando várias interpretações dos versos começamos por ' O esforço é grande e o homem é pequeno' , ou seja, perante a imensidão do mundo os meios disponíveis eram escassos, tanto como materiais como imateriais, 'A alma é divina e a obra é imperfeita', ou seja, apesar da dedicação total dos portugueses era impossível concluir a sua missão, descobrir tudo que estava para além do horizonte, 'Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é portuguez', ou seja, remete-nos para a ideia de que o mar com fim é o Mediterrânico e quem o cruzou pela primeira vez foram os gregos e romanos e o mar sem fim é o Oceano e quem o cruzou pela primeira vez foram os portugueses.
Para além destas ideias, é nos referenciado o acto do descobrimento e que Diogo Cão acha que cumpriu com a sua parte no que toca aos descobrimentos perante Deus e os homens e que está missão apenas será concluída no dia de sua morte pois, por mais longe que vá, haverá sempre um porto por descobrir.


O Mostrengo

Na minha opinião, neste poema é nos apresentado dois pontos fundamentais para a sua análise. Em primeiro lugar, o poema remete-nos para a ideia das provações que os navegadores portugueses tiveram de passar, pois o que é certo é que a natureza, no caso mais específico, o mar, é algo de desconhecido e inesperado, ou seja, nós nunca sabemos o que podemos esperar dele e por isso não conseguimos nos precaver. Em segundo lugar, o poema remonta para a lenda do Adamastor, que nos é apresentada também nos Os Lusíadas, e com isso mostra a bravura dos navegadores portugueses por não se deixarem ir a baixo. Podemos fazer uma comparação do Mostrengo com o medo do desconhecido, no sentido de demonstrar a pressão psicológica que os navegadores estavam sobre. É nos demonstrado também o sentido de patriotismo e de subordinação ao rei, ou seja, um ser respeitado e reconhecido por todos os navegadores portugueses.












segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Apresentação Mensagem

D. Afonso Henriques


• Este poema passa-se na batalha de Ourique em que D. Afonso comandava os exércitos cristãos que estando em minoria derrotaram os exércitos Mouros.
• Há uma vocação de D. Afonso na batalha em que pede ajuda ao seu pai para derrotar os infiéis> mouros.
• Na invocação ao Pai pode ser intendido como D. Henrique de Borgonha ou Deus.
• Pede ajuda ao se pai na 3ª pessoa do plural estando assim a falar pelo exército que comandava na batalha e não só por si.
• D. Afonso Henriques é mitificado pois mesmo com exército diminuto derrotou o em maior número dos mouros e pela sua interacção com uma figura divina> Deus.
• Nos versos:

A bênção como espada,
A espada como bênção!

Fernando Pessoa faz indicação à bênção que Deus deu a D. Afonso Henriques no campo de batalha.
Está também presente um quiasmo- figura de retórica baseada na simetria que é construída com 4 termos, em que estão cruzados.



D. Dinis



• D. Dinis foi cognominado o Lavrador pela imputação da plantação do pinhal de Leiria ou o Rei-Poeta devido à sua obra literária, neste poema, ambos os cognomes são justificados.
• O poema fala do pinhal mandado plantar por D. Dinis
“Na Noite escreve um seu cantar de Amigo
O plantador de naus a haver”
• O pinhal viria a servir para construir as naus dos descobrimentos
• Como tal D. Dinis é mitificado pela sua capacidade visionária de plantar o pinhal que serviu para mais tarde construir as naus e as caravelas das descobertas portuguesas.
• Fernando Pessoa refere agora a comparação entre o Arroio (ribeiro pequeno/riacho) que corre em direcção ao Oceano e os pinhais que crescem para mais tarde carregarem os portugueses nas suas viagens.
• “É a voz da terra ansiando pelo mar.”
A Terra é o presente, e o mar é o futuro. Sendo que na altura, se plantavam as árvores em terra que acabariam no mar permitindo a criação de um grande império.

Comparação D. Afonso Henriques e Lusíadas

Tal como os marinheiros portugueses adquiriram uma posição mítica devido à interacção com as ninfas, também D. Afonso Henriques adquire uma posição mítica por ter vencido a batalha e por ter interagido com Deus.
D. Afonso Henriques pede ajuda a Deus para derrotar os infiéis.
Tal Como
Luis de Camões pede inspiração às ninfas para escrever o livro.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A Garantia do voto universal é suficiente para podermos dizer que vivemos em Democracia?

Na minha opinião, o voto universal é uma das condições que nos permitem dizer que vivemos em democracia. Contudo, a garantia deste não é suficiente para dizermos que vivemos em Democracia.
A democracia, no meu ponto de vista, signica ter liberdade, seja esta liberdade de expressão ou de escolha ( no que diz respeito, por ex: a quem nos governa ). Contudo, ao elegermos quem nos governa, ou seja, no nosso direito ao voto nem sempre somos livres, visto que esta escolha é muitas vezes uma escolha aparente. Pois, apesar de no papel de voto estarem representados diferentes partidos e termos de assanilar um para nos governar, nem sempre é o partido que ganha quem nos governa. Pois em situações de fraqueza, por exemplo : económica como é o caso de Portugal, quem nos governa são pessoas que nem nós próprios nem sabemos que são, e ao qual ilusóriamente chamam de "Troika".
Daí, eu achar que muitas vezes, a escolha de quem nos elege é simplesmente uma escolha aparente. E para vermos um exemplo disto, basta-nos debruçarmos, e com um olhar mais profundo sobre o estado de Portugal.
Portugal, um país democrata e onde existe a co-ligação entre dois partidos que supostamente definem as políticas económicas, sociais, entre outras, portuguesas é um país governado não por estes dois partidos, mas por uma "instituição" ( como referi anteriormente a "Troika" ). Isto pelo facto de Portugal precisar de ajuda a nível económico e para tal ter pedido ajuda a esta "instituição". O que acontece é o seguinte : esta instituição trata as pessoas como números , ou seja, o que é importante é reduzir o défice orçamental seja lá de que maneira for, e não se tem em conta as pessoas em situações de carência, carência aos cuidados de saúde, à alimentação entre outros bens. Desta forma, e para reduzir o défice faz-se de tudo, aumentasse nos impostos, reduz-se nos abonos de famílias, entre outras coisas , o que faz com que as pessoas começem a considerar superfluo alguns bens alimentares , e que haja cada vez mais pessoas a susbtituir as refeições de carne/peixe por outras coisas mais baratas. O que na minha opinião não é correto.
Pois como já vimos, esta situação de decandência está a gerar cada vez mais conflitos a todos os setores.
Ou seja, desta forma podemos concluir que apesar de em termos jurídicos somos considerados um país democrata, e consequentemente temos direito ao voto, isto não é suficiente para garantirmos que somos livres e consequentemente democratas.

Relacionar as metamorfoses com a ilha dos Amores

Começando por explorar o título do texto, "Metamorfoses" podemos verificar, que Ovídio queria dar conta das transformações que a terra foi sofrendo ao longo dos tempos.
Neste texto podemos verificar que Ovídio descreve a Terra como sendo algo confuso em que está tudo baralhado, mas que contudo começa a ganhar uma determinada ordem natural, até chegar ao ponto em que tudo está organizado. Quando isto acontece a Terra, torna-se perfeita só falta então a criação de um ser dotado de inteligência que pudesse reger os outros, o homem.
Desta forma nasce o homem que irá viver na idade de ouro. Esta uma idade em que os valores bons eram apreciados, ou seja, valores como a sinceridade e a lealdade. Contudo, e à medida que o homem vai evoluindo estes valores vão-se degradando. E, o "ponto alto" do degradamento destes valores é quando o 1º homem diz que um pedaço de terra é dele. Aí, valores como a sinceridade e a lealdade são substituídos por outros como a corrupção, a traição e a hipocrisia, e chegamos à idade de ferro.
E relacionando a ilha dos Amores, com este texto, podemos verificar que a ilha dos amores é um refugio à idade que se vive agora, a idade de ferro. Ou seja, Camões criou a ilha como forma de se "refugir ele próprio" da sociedade que vive, e que não concorda. Assim a ilha dos amores, pode ser vista como uma metáfora à idade de ouro em que tudo era puro, e tudo era sincero. Um lugar em que tudo existia em hamornia e que não existiam "os problemas" que a sociedade cria.

Relação entre os Lusíadas e o mito de Actéon

Até que ponto é que não é por acaso, que Actéon é tantas vezes nomeado nos Lusíadas? Que relação é que existe entre Actéon e Diana e os navegodores e as ninfas? O final de Actéon é assim tão diferente do final épico dos Lusíadas ?

O Actéon é por diversas vezes nomeado nos Lusíadas por ser uma figura mitológica que tenta alcançar o inalcançavel para os humanos, ou seja, o patamar dos deuses. Ainda que de forma inconsciente, Actéon observou Diana ( "Deusa" ) e por isso ( ou seja, por tentar alcançar os deuses ) foi transformado em veado.
Actéon era um caçador e, farto da sua vida tentou contorná-la através da contemplação e possível tentativa de aproximação de Diana.
Daí na minha opinião, este mito estar tantas vezes presente nos Lusíadas, pois também Camões tenta arranjar uma forma de reconhecimento para os navegadores, através do alcançe ao domínio dos deuses ( através da ilha dos amores ).
Desta forma, o mito de Actéon e Diana e a relação entre os navegadores e as ninfas está relacionado, pois no 1º caso Actéon, ainda que de forma inconsciente tenta alcançar o domínio dos deuses e no 2º caso Camões de forma consciente ( pois era a única forma que conseguiu arranjar para reconhecer o mérito aos portugueses ) faz com que os navegadores consigam alcançar o patamar dos deuses.
E, como sabemos do resto da história, Actéon e Diana nunca chegam realmente a ficar juntos, pois antes disto Actéon é transformado em veado e no caso, dos navegadores e das ninfas estes, apesar de ficarem juntos é por um determinado tempo, sendo que depois se separam. Ou seja, tanto num caso como noutro a companhia será apenas uma companhia espiritual.
O que nos leva a concluir que o final de Actéon não é assim tão diferente do final
épico de Camões, pois Actéon foi atacado pelos seus próprios cães que não o reconheciam ( quando este foi transformado em veado ) e os portugueses quando regressaram da sua viagem da Índia não foram reconhecidos pelo seu mérito e constataram que o mundo permanecia igual.

Valor simbólico dos casamentos ( Estrofes 83-84 - Canto IX )

Os casamentos poderão ser vistos como uma forma de os Portugueses se transcederem ao patamar os deuses. Assim, e como sabemos, visto que os casamentos representam aquilo que é eterno, esta é uma forma de os Portugueses ficarem eternamente recompensados pelo seu esforço.

Sintetizar a história de Leonardo ( da estrofe 75 - 82 Canto IX )

Leonardo era um soldade que teve muitos desgostos amorosos e que achava que a sua sorte ao amor iria ser sempre a mesma, ou seja, iria ser sempre mal-sucedido.
Contudo, a sua sorte mudou quando viu a ninfa Efine e começou a correr atrás desta.
Quando corria atrás desta ninfa, Leonardo, pensava que ele é que a esta a "caçar", porém a ninfa é que o estava a caçar a ele ( pois esta estratéegia tinha sido previamente combinada entre as ninfas e vénus ). Assim no final da corrida, a ninfa deixa-se cair e fica com Leonardo.
Ou seja, Vénus como forma de recompensar os Portugueses por todos os perigos passados e por ao passarem estes perigos terem mostrado a sua valentia, combinou com as ninfas seduzirem os marinheiros para que atrás do amor estes alcançam-se o devido reconhecimento.
Pois, como sabemos não só por estas estrofes mas também a partir de outras, o amor é um dos "pontos " que permite o desenvolvimento do indivíduo.