quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Apresentação Robinson Crusoe


O livro de Daniel Defoe narra a história de um jovem com um espírito selvagem, corajoso e sempre á procura de novas aventuras. Este sabia das consequências do seu acto no entanto assumia a responsabilidade do que lhe pudesse acontecer. Robinson Crusoe, antes chamado Robinson Kreutznaer (esta mudança do nome deu-se devido a ser um hábito em Inglaterra na altura), vivei em Inglaterra até aos 19 anos, idade em que decidiu sair de casa para se tornar um marinheiro, embora essa não fosse a vontade nem do pai nem da mãe. Após uma má experiência na sua primeira viagem este não desistiu. Passou de marinheiro a escravo de um pirata chamado Salem. Passou dois anos como escravo até fugir, levou consigo um jovem chamado xury. Navegavam num barco à procura de Cabo Verde até que Robinson Crusoe é resgatado por portugueses e deixado numa Brasil como fazendeiro para retomar a sua vida. Agora sozinho comprou terras e produziu para subsistência durante 2 anos. Ao aceitar uma proposta voltou a navegar o que o levou à desgraça.

Naufragou numa ilha que aparentemente é deserta e passou a viver em prol da sua sobrevivência usando materiais e aproveitando tudo o que encontrou, no navio que naufragou e que levou à morte de todos os seus colegas. Na ilha faz tudo para sobreviver constrói um abrigo e tem de aprender a viver como um nativo, sem conforto. Como forma de tentar sair da ilha constrói um barco mas não consegue movê-lo pelo menos sozinho. Com esperanças faz passeios pela ilha onde encontra cabras e aprende a domesticá-las, mais tarde passa a plantar apenas com fins de consumo próprio. Aprende a semear e a fazer pão e a utilizar o barro para construir vasos entre outros utensílios para diversos fins como guardar alimentos. Depois de 23 anos Robinson Crusoe salva a vida a um homem e dá-lhe o nome de sexta-feira pois foi no dia em que o salvou da tribo de canibais. Surpreendidos por selvagens, estes salvam o pai de sexta-feira. Passados cerca de 30 anos Robinson Crusoe regressa à civilização levando sexta-feira consigo e uma experiência única que muda a vida as ideias e os valores de um homem.

Durante a leitura percebe-se a preocupação de Crusoe em falar das coisas simples e dos valores. O materialismo de Robinson, ao longo do livro, evidencia certas divergências, pois ora ambiciona mais riqueza, ora questiona o valor dos bens materiais. A propensão de Crusoe para o comércio e o seu espírito de empreendedor é expresso quando enriquece, no Brasil, onde adquire terras, mercadorias, aumentando a sua fortuna. Lembra-se do seu pai, quando este lhe falou, no início do primeiro capítulo na “posição intermédia da vida”. Descobre que tinha chegado a essa posição mas, insatisfeito com a sua fortuna, desejoso de a aumentar, mais uma vez parte numa aventura com destino a África. Quando naufraga na ilha, o materialismo de Crusoe, também, se revela, pelo facto, de o dinheiro ser inútil naquela situação e, apesar de reconhecer a sua inutilidade, leva-o consigo. A ilha põe à prova a capacidade de iniciativa de Robinson que, através da sua vontade, da sua resistência, consegue sobreviver neste lugar inóspito

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