quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ser ou Parecer?


A sociedade moderna é cada vez mais marcada pelo que se tem e o que se aparenta ter, e não pelo que se é.

Esta, é uma das perguntas desde os primeiros momentos enquanto seres conscientes. A essência do que somos e a aparência que temos são inegavelmente dimensões importantes de nossas relações sociais e de nossa individualidade, mas afinal de contas fica a pergunta: qual dos dois importa mais? Ser ou parecer? Há os que defendem a ideia de que, de acordo com o sexo, o indivíduo estaria mais propício a adoptar uma ou outra resposta a esta pergunta.

A minha posição é a de que os valores internos e a vivência do auto-conhecimento deve ser encarada como prioridade, pois sobretudo em tempos como os actuais, os parâmetros estéticos de julgamento das aparências mudam muito e o que é elogiado hoje, amanhã é considerado no mínimo obsoleto.

A credibilidade sempre foi um atributo essencial nos mais diversos tipos de relacionamentos.
Podemos afirmar que uma pessoa é digna quando consegue estabelecer relações interpessoais em que o outro se sente confortável em concordar ou discordar de suas ideias e escolhas. Nos últimos tempos, mais do que nunca, essa qualidade não tem sido sustentada quando construída numa comunicação baseada na falsidade.

Devemos considerar que cada pessoa tem seus traços de personalidade. Existem os extrovertidos, os retraídos, os dinâmicos, os pacatos e por aí vai, porém, independentemente desses atributos, as suas atitudes revelam o seu verdadeiro carácter.

Algumas pessoas querem parecer aquilo que não são, e aquilo que não têm.
A sociedade e, por mais que não queiramos estamos nela envolvidos, cobra o ser e o parecer. O parecer é o reflexo, a imagem que os outros têm de nós, a partir de juízos de valor falsos ou verdadeiros. É aquilo que pode ser fabricado com “marketing pessoal”. Algumas pessoas se acreditam ser o que os outros pensam ou dizem delas.

O facto de vivermos numa sociedade dita “visual” e de nos últimos tempos as mentalidades terem mudado, apenas se é reconhecido pelo que se tem, ou por outro lado pelo que se aparenta ter, e não pelo que se é verdadeiramente.

Bernardo Santos, Nº7, 11ºD

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